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Com o fim do ano a chegar, festa de fim de ano e as viagens que estão a chegar, deixo aqui o meu plano para Janeiro de 2010.

PCA de 4 a 14 de Janeiro – Buy in $10.300 – vou com o arise, ruca e dattani! Vamos lá ver se começamos o ano com o pé direito!

EPT Deauville de 20 a 25 de Janeiro – buy in €5.300

João!

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CAPÍTULO 1 – DUELOS COM PEDRO POÇAS
Mão #1
ATo SB (stack 40k, 200-400-50)
Poças raise utg 925, eu call, bb call
Flop J94
Eu check, bb check, Poças bet 1600, eu call, bb fold
Turn 4
Check check
River  8
Eu bet 3200, Poças fold
Esta jogada tem pouca coisa de normal, mas havia vários factores específicos. A bb era muito tight, e eu sei que o Poças raisa light UTG especialmente numa bb destas. Não quis fazer 3 bet porque ele sabe que a minha 3bet é extremamente polarizada e muito provavelmente bluff, e não queria ser reblufado nem entrar em leveling war de 4 bet e 5 bet bluff.
No flop, contra um muito bom jogador, não consigo representar nada excepto o improvável set com c/r, de modo que fui menos ambicioso e parti para a representação mais credível de top pair.
No river joguei pelo seguro, apesar de ter showdown value não quis perder para AK, AQ, 22… ele confessou-me que o meu AT era a melhor mão.
Mão #2
scq Capítulo 1  Duelos com Pedro Poçassc9 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poças (BTN, 200-400-50, stack 45k)
UTG (Poças) raise 950, CO (ezgam) call, eu call
Flop: shq Capítulo 1  Duelos com Pedro Poçassht Capítulo 1  Duelos com Pedro Poçassc6 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poças
Poças bet 1300, ezgam fold, eu raise 4200, Poças call.
Turn: sd2 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poças
Poças bet 6500, eu fold.
Nesta mão decidi também fazer algo pouco usual que foi raisar top pair contra o raise UTG. Uma das minhas razões foi jogar a mão da forma que ele acha que eu não vou jogar, o normal seria fazer call com todos os top pair, middle pair e para raise ele vai tentar atribuir-me outro range mais polarizado entre monstros e draws. Assim consigo colocar imensa pressão e mais tarde avaliar se a minha mão será boa para showdown ou se a transformaria em bluff contra possíveis overpairs. Por outro lado se faço apenas call, ele vai ter uma boa noção do que é a minha mão e eu vou ficar em grandes dificuldades se ele manda 2 ou 3 barris. Da forma como as coisas correram, ele tomou a linha que mais me deixa em dificuldades e volta a direccionar a pressão para mim sem me deixar controlar o pote, se ele estiver a tomar esta linha com mãos fortes tipo overpair será porque possivelmente já decidiu que joga para a stack quando os draws falham todos, por isso optei por foldar. Ele confessou-me que tinha flush draw.
Mão #3
A7o  BTN (300-600-75, stack 60k)
Poças raise Utg 1300, 3 calls, eu reraise 5500, Poças 12 725, eu fold
Pelas mesmas razões da mão anterior sei que o Pedro Poças vai abrir light mesmo utg, e os outros jogadores, mesmo que tenham mãos razoáveis é provável que foldem também dado o quão deep estamos. Eu estou a investir 5500 para roubar um pote de cerca de 6000, por isso se funcionar metade das vezes é bom bluff. Infelizmente o Poças pensou o mesmo que eu e sabia que eu tinha umas odds óptimas para 3 bet bluff de modo que fez 4 bet bluff, segundo me confessou mais tarde. O facto de ter um A na mão ainda me  fez hesitar sobre a 4 bet numa possibilidade de fazer 5 bet bluff, uma vez que é menos provável ele ter AA, tenho ainda 30% contra KK, e ele pode estar a fazer bluff, mas abandonei a ideia por não ter a certeza que ele seria capaz de estar a fazer bluff neste spot.
Mão #4
sc8 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poçassc6 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poças (UTG, 300-600-75, stack 55k)
Eu raise utg 1200, utg+1 call, Poças utg+2 call.
Flop: shj Capítulo 1  Duelos com Pedro Poçassc9 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poçassc7 Capítulo 1  Duelos com Pedro Poças
Eu 2100, utg+1 call, utg+2 call
Turn: ssk Capítulo 1  Duelos com Pedro Poças
Eu 4600, utg+1 fold, ug+2 fold.
Abri 86s utg devido ao enorme respeito que estava a  ter na mesa, e porque a fazer mini raise estou a investir 1200 com a possibilidade de roubar um pote de 1575, e de facto havia várias ocasiões em que toda a mesa foldava a um miniraise.
No flop faço cbet contra 2 com o meu combo draw, apesar dos meus draws serem fracos, nenhum para nuts, estou a demonstrar muita força. Levo 2 calls.
Agora acho que os adversários estão algo fortes com mãos tipo top pair de J, ou TT, 88, mas eles também sabem que eu sei disso e ao voltar a disparar estou a demonstrar força extrema. A única hipótese de eu estar a fazer bluff seria de facto ter um combo draw, de modo que eles foldam correctamente e eu ganho um pote razoável. Para quem seja bom hand reader é mais ou menos óbvio que o turn é uma óptima bluff card para mim, mas o problema é que eu desistiria no flop com a maior parte  do meu air, de modo que o range combinado de apostar flop e apostar turn continua muito forte mesmo que eu prossiga todos os bluffs.

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Terminou agora o Solverde Main Event onde acabei por ficar em 9º lugar. Fiquei satisfeito com a minha prestação, penso que estive ao meu melhor nível e acabei por conseguir o meu primeiro ITM e final table, quer no circuito Solverde quer no Casino de Espinho, que tem um significado especial por ser o mais perto de casa e onde eu já passei mais tempo a jogar cash games e torneios live.
Em relação ao torneio, foi uma óptima experiencia, o field estava muito forte com quase todos os bons jogadores portugueses a participar. Em termos de estrutura foi óptima no primeiro dia e início do segundo, mas depois surgiram saltos de blind (face à estrutura EPT) em quase todos os níveis; na minha opinião começamos a jogar um EPT e acabamos a jogar um Solverde.
Quando ao meu torneio em si, o primeiro dia correu bastante bem com um duelo bastante aceso entre mim e o Pedro Poças, que deu origem às mãos mais interessantes do dia; acabei com cerca de 76k numa média de 50k. No segundo dia com os atropelos de blinds a surgirem, desapareceu o espaço de manobra e acabei por ter que confiar na sorte em duas mãos (66 vs QQ e A6 vs JJ) para me manter em jogo; a boa fortuna compensou a ausência de grandes jogos e passei dentro da média (390k) para o dia 3. No último dia acabou o mais pequeno vestígio de EPT e foi um Solverde  com blinds enormíssimas, média a rondar as 20 bb e todas as decisões a serem tomadas preflop. Apesar disso eu sinto que me adapto bem a esse tipo de jogo, impus bastante pressão para ganhar fichas, cheguei a ter cerca de 1M, mas uma mão infeliz com o Paulo Nunes (que acabou por vencer o torneio) deixou-me debilitado e condenou-me a jogar short e a ter que tentar dobrar em showdown o que infelizmente não aconteceu.
Neste post vou começar pelo fim e falar apenas da última mão do torneio, mas mais tarde farei a retrospectiva de mais algumas mãos importantes.
Mão final: sck Balanço Main Event Solverde e EPT Vilamoura   o fieldscq Balanço Main Event Solverde e EPT Vilamoura   o field BB (500k, blinds 20.000/40.000/4.000)
Utg raise 90k, eu all-in 500k, ele call AJo. E eu sou eliminado.
Esta mão é bastante marginal, e mesmo entre bons jogadores de torneios com quem falei não gerou consenso. Por um lado estou contra raise UTG, que teoricamente é bastante forte e devo ter pouca fold equity com apenas 12 bb. Por outro lado descobri argumentos suficientes a favor do all-in:
- O UTG era o chip leader e estava a abrir relativamente light.
- A jogar live, e contra um jogador loose que pode estar a abrir mãos como 22, ou JTs, existe mais fold equity do que o que se possa pensar, mesmo com a minha stack.
- Já investi a BB, o que significa que se ganhar vou para as 26 bb, se foldar a bb e a sb, a seguir mesmo que dobre é apenas para as 22 bb.
- Estamos a jogar FR, e se puder investir a stack a cerca de 40% é de aproveitar, porque estando tão short vou acabar em breve a ter que fazer all-in com any 2 e a ter que gamblar em média a 25-30%.
Em relação a este último assunto, e como já tenho discutido com vários jogadores especialistas em torneios, acho que há muito a dizer acerca da relação entre a equity pura de fichas e o valor da nossa stack no torneio. Na minha opinião, eu concordo até certo ponto com as teorias mais aceites de tournament value (apoiadas pelo ICM), em que basicamente o valor das fichas diminui quanto maior é a nossa stack.
Por exemplo, começamos com 30k fichas e 300 bb deep; se tivermos oportunidade de gamblar para toda a stack num 50-50 devemos aproveitar? Não! E a razão é que 60k fichas não valem o dobro de 30k, em termos de valor do torneio, de probabilidade de ficar itm, de probabilidade de vencer… todas essas sobem mas para menos que o dobro.
Por outro lado se tivermos cerca de 10 bb e tivermos oportunidade de jogar pra dobrar, devemos aproveitar a 50-50? Sim! Porque as blinds já são devastadoras para nós, cada blind que passa o nosso torneio desce de valor (logo o expect value de fold não é zero, como se assume, mas negativo); e nem precisam de passar as blinds… 10 bb no BTN valem muito mais que 10 bb UTG, cada mão que passa o nosso torneio piora… e se recusarmos um 50-50 vamos acabar dali a pouco a tentar dobrar as nossas restantes 6 ou 7 bb a 30%.
Sem querer estar a dizer valores precisos, porque não os sei, eu penso que com 300 bb só quereria gamblar a cerca de 70-30, mas com 10 bb tudo o que seja 40-60 ou melhor não deixaria escapar.
Em relação ao EPT Vilamoura, como sabem cheguei ao dia 4 e fiquei em 19º. Este EPT foi interessantíssimo, para quem não se apercebeu, os EPTS este ano sofreram uma alteração de estrutura de 10k fichas para 30k, foi apenas o 3º que joguei nesta estrutura (Montecarlo e Londres).
Foi óptimo ver uma enorme participação portuguesa e uma sensação única ser tão apoiado por tanta gente à medida que avançava para as fases adiantadas do torneio. Penso que joguei ao meu melhor e não estaria a exagerar se dissesse que estes dois torneios foram os que joguei melhor; apesar dos resultados que já obtive sinto que estou a beneficiar de uma maior experiência em torneios live do que tinha o ano passado. Tenho bastantes mãos interessantes para relatar que ficarão para os próximos posts.
O meu próximo torneio será o PCA nas Bahamas. Até lá farei uma pequena pausa fora das mesas para repor energia e aproveitarei para me dedicar mais ao blog.
Próximos posts: algumas mãos do solverde ME, muitas mãos do EPT Vilamoura.

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joao barbosa joaobarb 16344 Fotos no EPT Vilamoura

No dia 1A do EPT Vilamoura

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Fui eliminado no segundo dia de torneio e foi assim que descreveram a minha eliminação:

João viu 2 jogadores fazerem limp e decidiu meter a sua stack no centro da mesa com 77. Um dos villain tinha ases e agradeceu o movimento. A board não ajudou Barbosa e ficava reduzido a 8.000 fichas. A soro João meteu todas com ss9 Estoril Live (betsson)   Dia 2 e Out ss8 Estoril Live (betsson)   Dia 2 e Out e recebeu call de sd9 Estoril Live (betsson)   Dia 2 e Out sd8 Estoril Live (betsson)   Dia 2 e Out nem ouros nem paus na board e João ganhava 1.000 fichas.

Pouco depois apanhou um par de quatros e foi all in outra vez. Pedro TheMayor Demeyere deu call com A9 e a board sorriu-lhe.

O jogador da Full Tilt Poker,João Barbosa, já está no rail a apoiar os amigos Michel Dattani e Daniel Ferreira.

joao barbosa joaobarb 16104 Estoril Live (betsson)   Dia 2 e Out

Falta cerca de uma semana para o EPT Vilamoura e espero fazer um bom resultado!

Até Breve,

João

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